quinta-feira, 3 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
PERGUNTAS DE SEMPRE
Por que nós temos a mania de ser tão bobos de
vez em quando?
Será que nunca
aprenderemos com o que já experimentamos?
As mesmas quedas
nos assolam... as mesmas expectativas frustradas... as mesmas ilusões... somos
muito maleáveis a onda que vai e vem e não tomamos atitude firme para enfrentar
tudo isso.
Precisamos ir
descobrindo a força de Deus em nós pra nos ajudar a ter reações diferentes,
mais maduras e positivas... não dá pra ficar sempre na mesma como se o mundo
não estivesse continuando: a vida não para!
Somos mais fracos que pensamos, mas mais forte do
que acreditamos e em Deus, essa força é aumentada pra que possamos suportar as
tempestades e seguir adiante.
Se caímos, levantemos.
Se choramos, enxuguemos as lágrimas.
Se não temos certeza de como continuar, vamos pelo menos tocando em frente.
Não podemos ser tão dependentes e escravos de algumas situações!
Vamos vivenciar a Liberdade para a verdadeira Vida que o evangelho nos trouxe.
Que Deus ajude e ilumine nossos passos.
Por: Pe.
Fábio Mendonça Pascoal
Missionário Redentorista
domingo, 15 de abril de 2012
PÁSCOA - Um Deus que passa para ficar!
Eis o tempo da Alegria! Renovam-se as estações no
horizonte da nossa Fé. Eis que surge um tempo novo... o sepulcro está vazio. O ALELUIA antes CONTIDO e agora CANTADO vem para
nos recordar que "a Ressurreição de Jesus Cristo nos dá coragem para
enfrentar tudo que vier" (Bento XVI). Nele, a
Vida canta sua vitória sobre a morte, tornando-se para nós a bússola e o
compasso que nos orienta nos caminhos do Cristianismo. Movidos pela certeza de
que entoaríamos este canto, nos preparamos 40 dias para fazê-lo ecoar na
humanidade inteira. Preparamo-nos vivendo um tempo de reformas e construções do
nosso coração, pois por ele depois dos 4o dias haveria de ter uma passagem toda
especial. A preparação nos recordou que para esta digna passagem nada mais
sensato que arrumar e refazer a casa por meio daquilo que é próprio do tempo
quaresmal: as orações, jejuns e tantas outras práticas.
Depois deste tempo de deserto, agora é tempo das
“flores do Aleluia” se abrirem, pois durante 50 dias em nossa Liturgias,
celebraremos a Páscoa, atualizaremos uma fascinante passagem. Falo assim,
porque gosto da beleza escondida no universo das palavras, pois se bem
explorado, nos sugere explicações simples, mas de muito sentido. A palavra
PÁSCOA, por exemplo, tem sua raiz exatamente no hebraico - PESSACH - da festa
judaica, que recorda a passagem da escravatura no Egito para a liberdade na
Terra prometida. Outra interessante explicação é a sugerida no contexto das
celebrações pagãs - a passagem do inverno para a primavera.
No cenário do Cristianismo, à medida que celebramos
a PÁSCOA, nossa fé vai compreendendo que ela foi o jeito mais especial e
singular de um Deus que resolveu passar por nós e em nós para poder ficar.
Penso que não foi por acaso que tendo Cristo Ressuscitado, resolveu passar por
dois discípulos em Emaús, e ouve deles: "Fica conosco Senhor!"
(Lc 24,29). E o bonito é que realmente Ele fica. Ele sempre fica. Só Ele por
meio do Amor, tem essa linda capacidade de passar por nossas dores, nossos
sofrimentos e por toda nossa condição humana, para nos revelar que Ele não
passa por passar, mas pra ficar. Não passa por nós sem deixar as marcas de sua
passagem, os rastros do seu cuidado amoroso. E quando Ele fica "nossos
olhos se abrem" (Lc 24,31), e passamos a enxergar a vida inteira
com cores de ressurreição. Saboreamos nossa vocação e missão com gosto de
ressurreição, com sabor de alegria!
Bem, meu desejo para este tempo a partir dessa
partilha é que nos convençamos que quando Ele passa tudo realmente se
transforma! Tudo se faz novo, pois, "eis que Ele faz novas todas as
coisas " (Ap. 21, 6). Minha prece a Deus, portanto, é que nesta
Páscoa, Ele continue passando em nossa história, nossa vida, nossos projetos e
sonhos, nossas lutas, nossa vocação e missão, e nos faça contemplar cada
realidade a partir dos olhos da Ressurreição! Feliz Páscoa meus irmãos!
Seu irmão,
Jerônimo Lauricio.
sábado, 31 de março de 2012
A Humildade que desce rumo às alturas do Amor!
No processo do Cristianismo amar é dispor de si para o outro, é um
exercício que está atrelado à imitação de Cristo, isto é, em nos
assemelharmos à toda sua capacidade de amar sem reservas. Esta imitação, nem
sempre é fácil, e só se torna possível à medida que caminhamos sinalizados pela
a humildade. Para nos fazer entender esse caminho, tomo emprestado o olhar de
um grande santo e doutor da Igreja, São Gregório, que sabiamente nos dizia que
a “humildade é uma descida rumo às alturas do Amor.” De
fato, é através do movimento destas duas virtudes que o Verbo se revela e
visita nossa humanidade, tornando-nos capazes de amar. Capacidade singular que
impulsiona o homem o tempo todo a contemplar o horizonte da alteridade no rosto
e no coração do seu próximo.
Daqui a alguns dias viveremos a mística do Tríduo Pascal, e ali
contemplaremos de perto o ápice da humildade de Jesus no alto do Calvário, Ele
que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi
obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2, 8). Antes de
segui-Lo por esse caminho redentor, receberemos d’Ele mais uma vez o fascinante
chamado: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” –
(Jo 13, 34) – este é o caminho sugerido a nós por Jesus ao término do lava-
pés. “Dei-vos o exemplo, para que como eu vos fiz, também vos o
façais”. (ibid., 15). “Agir do mesmo jeito”, eis o nosso chamado.
Baseando-se não na força de uma ordem, mas em virtude da natureza e impulso do
Amor para o qual fomos gerados.
É interessante perceber a riqueza de significados revelada minutos antes
de deixar o mandamento do Amor, quando Jesus se inclina aos pés dos seus amigos
para lhes lavar os pés. Dentre tantos significados traduzidos naquele cenário,
o nosso olhar se prende à sua humildade. Todavia, não no aspecto do serviço, o
que seria pertinente refletirmos, mas, a humildade como sinal redentor do seu
Amor. Ao inclinar-se para lhes deixar limpos de toda a sujeira, o Bom mestre
dirige-se ao “húmus”, à terra que se achava nos pés daqueles a quem
tanto amava. Os latinos chamam esse gesto de “humilitas”, isto é,
humildade. Com efeito, a expressão “humilde” tem sua raiz no vocábulo latino – “húmiles”-
e a imagem de um servo inclinado à terra (húmus), amplia o seu significado. Ali
com a humildade que lhe é própria, Cristo ao descer não alcança tão somente os
pés daqueles homens, mas também os seus corações, elevando-os ao Seu Amor até o
fim!
Queridos irmãos, o exercício do Cristianismo é isso. É um cenário no
qual somos chamados o tempo inteiro a protagonizar em nossas relações uma
“disposição ao outro”, por meio da humildade e do Amor. Penso que dessa
forma a gente amplia o horizonte de sentido de nossos amores, amizades e
encontros... De igual maneira também o horizonte de significado da nossa,
vocação, missão e Igreja. Parece trocadilho, mas deste modo, acabamos realmente
“descendo às alturas” do coração do outro, tocando aquilo que ele tem de mais
belo e encantador: a capacidade de amar e ser amado.
Seu irmão
Jerônimo Lauricio
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Humildade
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