domingo, 6 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
MÃOS QUE FALAM
Uma
das coisas que mais me chamam a atenção nas Santas Missas são as mãos que
recebem a comunhão. Enquanto todos cantam e participam do banquete da salvação,
eu observo atentamente cada irmão e cada irmã que entra na fila para ir de encontro
ao Senhor Ressuscitado, de forma que as expressões das mãos revelam a esperança
e a confirmação de pessoas que buscam ardentemente pela renovação de suas vidas.
As mãos que recebem Jesus são variadas; umas
são calejadas pelo trabalho, outras envelhecidas devido aos anos que carregam e
pela história difícil muitas vezes marcada pela superação e pela conquista de
uma vida melhor, outras ainda macias e joviais de quem ainda não viveu muito,
mas tem a certeza daquilo que querem receber. Cada mão uma possui a sua
particularidade e em cada centímetro desse membro está impresso a vida e a
história de cada pessoa.
No
momento do banquete nupcial não há distinção de raça, de cor, ou de classe
social, pois no final todas as mãos se reverenciam Àquele que é o Senhor de
suas vidas. Por isso as mãos de cada um se unem formando um trono para receber
o Rei, para receber Jesus. A boca, neste momento, consolida o gesto das mãos, e
com uma única palavra respondem; AMÉM! Ou ainda – SIM, eu Quero receber o
Salvador!
Se as mãos tivessem a
oportunidade de exprimir em palavras o que este momento significa, com toda certeza
levantariam um louvor aos céus. No entanto, com um gesto simples após terem
recebido Jesus elas novamente se unem e prestam reverencia ao Deus altíssimo
que agora faz morada em todos os membros do corpo e que tem como tabernáculo o
coração, atingindo a plenitude da Fé Cristã e da esperança de uma vida sem a
mancha do pecado.
Conhecendo
a simplicidade de Cristo demonstrada em todo o Evangelho concluo ao final da
Santa Missa que Jesus foi acolhido como Rei no trono que com
toda a singeleza foi para Ele preparado, trono este que é absolutamente digno,
pois foi constituído com tudo aquilo que temos de melhor.
Abraço Fraterno
Gabriel Calvi
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
GRATIDÃO
“enraizados
e edificados nele, inabaláveis na fé em que fostes instruídos, com o coração a
transbordar de gratidão” (Colossenses 2,7)
Com
uma vida de oração e com o coração sincero nós temos a oportunidade de cada dia
demonstrar o nosso reconhecimento a Deus. No entanto, ainda que façamos uso
desses meios nosso louvor é insuficiente para glorificar Aquele que sempre se
encontra ao nosso lado e que sabe tudo a nosso respeito. Entretanto, uma forma
de demonstrar nossa felicidade e satisfação por ter Deus ao nosso lado é
cultivar em nosso coração um sentimento de gratidão,
não é algo que totalize todos os sentimentos, todavia é uma prova de que bendizemos
ao Senhor por todas as maravilhas que Ele realiza em nós. Outra forma de
mostrar gratidão é ter sempre as mãos ocupadas seja através da oração ou do
trabalho solidário que temos a oportunidade de realizar, podemos, deste modo,
agradecer a Deus com palavras e também com ações e assim nosso culto se torna
completo humanamente falando.
Ter
um coração agradecido não é sempre um costume de todos. Existe por aí muitas
pessoas com um coração dominado pelas sombras da ingratidão e que traz consigo
outros sentimentos como arrogância, egoísmo, orgulho. Um coração ingrato não é
somente infeliz como também não consegue manifestar amor pelo próximo, um
coração ingrato não tem a capacidade de se sensibilizar pelo irmão e jamais
alcançará plenamente qualquer coisa boa. Podemos dizer que a ingratidão não só
traz sombras para vida das pessoas como também corrói e amarga o sentido real
da existência.
“o
pecador atribui a si mesmo o benefício de quem por ele se responsabiliza, e com
coração ingrato abandona o seu libertador”. (Eclesiástico 29,22)
O
que fazer diante da ingratidão? A nossa melhor arma é a oração, o nosso melhor
gesto é o de misericórdia, mesmo que seja difícil, não podemos julgar um
coração dominado pela ingratidão, ao contrário, podemos a partir da oração
pedir a Deus uma transformação de tal sentimento, seja ele nosso ou de nosso
irmão.
Jesus
sempre ensinou que nossas ações devem sempre estar voltadas para um bem maior e
não devemos estender nossa mão esperando retorno. O grande segredo de um
coração solidário é se doar integralmente sem esperar nada em troca, mesmo que
nossa ação resulte em um sentimento de ingratidão. Lembremos sempre que Deus vê
tudo isso e conhece a nossa sinceridade.
Peçamos
sempre um coração agradecido e aprendamos também a agradecer por tudo o que o
PAI nos dá, lembrando sempre que os nossos atos devem ter sempre um objetivo
maior!
Abraço
Fraterno
Gabriel
Calvi
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